Antígona — Drama em Três Actos, de António Sérgio. Primeira edição, publicada no Porto pela Edição da República, em 1930.
Antígona na leitura de António Sérgio
Nesta recriação do mito de Sófocles, o conflito entre Antígona e Creonte dá forma a uma reflexão sobre a justiça, a liberdade de consciência e os limites da autoridade. A matéria da tragédia grega é retomada à luz das preocupações filosóficas e políticas do autor.
O confronto entre a convicção individual e as exigências do poder constitui o centro do drama. A peça aproxima a herança clássica dos debates portugueses do século XX, conferindo ao diálogo teatral uma dimensão de intervenção cívica.
Uma obra escrita no exílio
António Sérgio escreveu a peça durante o exílio em Paris. O texto começou a circular clandestinamente em Portugal no início de 1931, no contexto da ditadura militar instaurada em 1926. Esta circunstância integra a obra na história da oposição intelectual ao regime.
A edição de 1930 documenta uma vertente dramática do pensamento de António Sérgio, articulando literatura, reflexão ética e crítica política num texto estruturado em três atos.
Dados bibliográficos
- Autor: António Sérgio
- Ano: 1930
- Editora: Edição da República
- Local de publicação: Porto
- Idioma: Português
- Páginas: 124
- Altura: 19,5 cm
- Edição: Primeira edição






